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Mensagens

O Halloween invisível

Era uma vez um fantasma a quem os amigos resolveram fazer uma festa do dia das bruxas no dia do seu aniversário. Os amigos montaram um corredor de espelhos que deformam o reflexo e um cenário na entrada da festa para tirarem fotos assustadoras. Contudo, o pequeno fantasminha ficou num canto da sala enquanto os seus amigos se divertiam. Passado algum tempo, chegou ao pé dele uma bruxinha e perguntou-lhe: -Estás a gostar da festa? -Nem por isso. -Porquê? Este ano está tão gira. Já fizeste caretas aos espelhos. É tão divertido. Já experimentaste? -Não. -Anda lá! É muito giro. Os monstrinhos, bruxas e até os lobisomens estão a adorar. -Não. Obrigado! -Está bem!- Respondeu a bruxinha. Passado algum tempo apareceu uma múmia: - Então fantasminha? Não te vens divertir? -Não. -Estamos todos muito intrigados. O fantasminha levantou-se e passou diante de um espelho e ninguém o viu. Depois tirou uma foto e não aparecia na imagem.  Nesse momento, todos perceberam que pensaram apenas em como se ...

Let´s play

O que faz a vida viver? Algum dia pensaram nisso? Dizem que são apenas três momentos: nascimento, vida e morte. Ansiamos pelo primeiro,lutamos pelo segundo e evitamos pensar no terceiro. O tempo, esse atroz e veloz passa pelos nossos dedos e faz-nos viajar por entre o primeiro até ao terceiro muitas vezes sem apreciar o segundo. O tempo são grãos de areia que se tentam agarrar numa praia. São quentes e aconchegam mas fogem por entre os nossos dedos aos poucos e sem darmos por isso já desapareceram. Quando nascemos vamos aprendendo que não podemos evitar o que não controlamos. É um choque, é um desespero mas rapidamente o nosso cerebro habitua-se. Contudo quando confrontados com o terceiro momento da vida, o cerebro relembra-se e o desespero volta. A vontade de viver o que não se viveu ainda, de fazer feliz quem merece assombra-nos. Não temos um botão de stop, não temos um botão de delay nem um botão de fast forward temos apenas um botão de play e já devemos agradecer p...

Tua Mãe

Ser Mãe: é esquecer de si própria, é deixar de viver a sua vida, é ignorar as suas tristezas para fazer sorrir, é ter dois tempos, um em que o tempo voa quando está com os filhos e outro que demora a passar quando está longe, é perceber o que os filhos sentem com um olhar, é ter a capacidade de deixar de ser feliz para deixar ser feliz, é dar o que tem e o que não tem, é deixar de ser para ensinar alguém a ser.

Adeus meu par

O que se pode dizer de um pai que: abdicou da sua propria felicidade para proteger a filha, que trabalhou para além das suas forças para a criar, que ignorou os seus preconceitos para aceitar a felicidade do seu rebento, que chorou a vida toda por dentro com um sorriso nos lábios? Apenas que foi o melhor Pai que uma filha poderia ter. Posso não te voltar a ver, posso não voltar a ouvir-te, posso não voltar a abraçar-te mas vou dançar contigo para sempre num baile só nosso.

A ti

Sinto falta do Sol, Mas já o senti, Sinto falta do ar, Mas já o senti, Sinto falta de quase tudo, Mas já vivi. O que falta viver, Depende de ti mãe natureza, Tal como tu, mãe, eu sofri, Protegi a tua neta com todas as minhas forças, Fiz o que pude e arranjei forças aonde nem sabia que tinha. Parei de viver, Por vezes de sentir, E muitas vezes de pensar, Para deixar o tempo passar. O tempo, essa corrida de lebre para quem o tenta parar, E caminhada de tartaruga para quem o quer ultrapassar. Agora mãe, entrego a ti, o resto das minhas forças....

Pétala de cristal

Delicada, sensível, Extremamente frágil, Suportas no meu ventre, Parte de mim, A minha esperança, O meu desejo de dar vida, O meu sonho de ser mãe. Pétala sensível que carrego, Com medo de partir, Com medo de perder. De coração nas mãos me deixas, Com a vida parada, Abandonada lá fora. Não me deixas viver, Mas sim anseias que te mime, Que te idolatre para que essa vida, Que suportas em mim a mim me possas dar.

Espera natalícia

O dia acordou coberto por um manto de nevoeiro. O frio brinda o mês de Dezembro deixando a inevitável ideia, o Natal aproxima—se. As pessoas correm nos seus afazeres, inserindo no seu tempo a preocupação das prendas e da ceia do dia 24. Alheios a esta azáfama estão todas as pessoas que por algum motivo não podem participar, por doença ou incapacidade. Ficam no seu canto,em suas casas. O que fazem essas pessoas para preparar o Natal? Nada, pois nada podem fazer. Limitam—se a esperar que a noite mágica chegue e anseiam que os seus entes queridos se juntem à sua volta. O tempo para estas pessoas é o tempo de per si ao contrário do tempo de quem vive a azáfama. O Natal é um momento vivido a ritmos diferentes. Quem espera anseia, quem prepara nem tem tempo para esperar.