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Mensagens

As aventuras de Tiago

  Era agosto e estava imenso calor. Tiago tinha acabado de almoçar e ainda não podia ir para a piscina. Estava aborrecido. A sua mãe lavava a louça. O pai adormecera no sofá, ao lado da avó. O que fazer naquela aldeia transmontana? Já tinha esgotado o seu limite diário de horas de televisão e de tablet. Que seca... Deitou-se no chão do quarto, mais fresco, e ficou a olhar para o teto, desesperado. Estar sem fazer nada era horrível. O gato da avó, Fuscas, aproximou-se muito molengão. Ele também odiava o calor. Tiago chamou-o para brincar, mas ele não lhe ligou nenhuma... Continuou o seu passeio pelas zonas mais frescas da velha casa da avó. Fuscas dirigiu-se ao sótão. Tiago não gostava de zonas escuras e empoeiradas. O que haveria de interessante num monte de coisas velhas? "Deve ir aos ratos", pensou ele. Como Fuscas não regressou, Tiago decidiu ir procurá-lo. Naquele sótão havia imensas coisas antigas: roupas do avô, ferramentas, chapéus, calçado, almofadas e...
Mensagens recentes

Era uma vez o "Era uma vez"

Imagem: Made IA Copilot   Era uma vez o "Era uma vez", velhinho e cansado, que vivia numa aldeia portuguesa pequenina, igual a tantas outras, onde o tempo passava devagar e o ócio incentivava a criação de histórias e boatos alheios. O Era uma vez estava cansado de começar histórias, contos e aventuras. Participara em milhares e, agora, já idoso, decidira reformar-se. Sim, reformar-se. Os autores e escritores estavam preocupadíssimos. Então, como iriam começar as suas histórias? Quem escreve sabe perfeitamente a sensação de se sentar para escrever sem ideia nenhuma e começar o texto com "Era uma vez". A partir daí, a mente começava a criar um fio condutor. O "Era uma vez" era o café da adrenalina da escrita. Os autores e escritores tentaram dissuadi-lo de todas as maneiras, mas o "Era uma vez" não mudou de ideias. Nessa aldeia, como em muitas do nosso país, apenas havia uma criança. Uma menina pequenina que ainda não sabia ler, mas adorava que os ...

Sei Lá, o Monstro de Todos

  Algures numa terra distante, na floresta de Sabe-se lá aonde, vivia um monstrinho, numa casa da árvore, com a sua família. Na floresta de Sabe-se lá aonde viviam várias criaturas mágicas, entre as quais: lamacentos (monstros de lama), musguentos (monstros de musgo) e folhentos (monstros de folhas). Mas, o nosso monstrinho era diferente. Ele tinha o corpo coberto de pelo, como os animais. musgo, como os musguentos, lama como os lamacentos e folhas como os folhentos. Ninguém sabia porque era assim. Os anciãos diziam que acontecia uma vez em cada mil anos. Os pais, quando ele nasceu, não sabiam que nome lhe dar então chamaram-no de Sei lá, dado que não tiveram ideias melhores. Sei lá era um monstro muito bonzinho, brincava com todos os outros monstrinhos. Não ficava triste quando o seu pelo ficava enlameado no lago ou as suas folhas cobertas de musgo quando rebolava com os musguentos. O seu primeiro inverno aproximava-se e o tempo arrefecia. Certo dia, quando Sei lá ac...

Os primos Crustáceos

  Debaixo de uma pedra, no jardim da dona Gertrudes, no Rogil, vivia o Bolas, um Bicho-de-conta. Era verão e estava imenso calor e só saía da sua casa de noite, quando estava mais fresco, para se alimentar das folhas velhas e húmidas. Certo dia, recebeu uma carta de um primo que não via há muito tempo, o Saltos, um Pulgão-da-praia a convidá-lo para ir passar umas férias à sua nova casa. num monte de algas velhas, na praia da Amoreira. Bolas, não gostava muito de conviver. Estava habituado a andar sozinho e ficou muito indeciso sobre se havia de aceitar o convite ou não. Contudo, só de pensar no sabor de umas algas ficou a salivar. Nessa noite resolveu iniciar a sua jornada, de pedra em pedra, de tronco em tronco, sempre à procura de sítios húmidos para respirar. Isso mesmo, respirar. Não sei se vocês sabem, mas os Bichos-de-conta respiram pela barriga. Várias noites passaram e, finalmente, conseguiu chegar à casa do primo Saltos. Quando o viu ao longe, empoleirado num m...

O botão feliz

                                                                                      Imagem: Copilot Num reino muito distante, vivia um rei muito rico com a rainha e a sua filha, a princesa Esmeralda. Esmeralda era uma menina linda, loura, com olhos verdes como os da mãe, e tinha uma vida de sonho. Tudo o que desejava, aparecia. Nunca lhe faltava nada. Mas havia um problema: os reis tinham muito pouco tempo para estar com ela. Por isso, pediram aos cientistas do reino que inventassem um casaco muito especial. Esse casaco tinha um botão mágico: sempre que a princesa carregava nele, aparecia de imediato um criado pronto a satisfazer qualquer desejo. Claro que Esmeralda nunca largava o casaco. Tinha quartos e quartos cheios de brinqu...

O grito do Talento

                                                                                                                                    Imagem criada por inteligência artificial Era uma vez um Grito que vivia numa cidade atarefada e numa vida agitada. O seu pai era o Canto e a sua mãe, a Voz Sussurrante. Naquela casa só se ouviam as canções do pai e a voz alta e estridente do Grito. O Grito não tinha muitos amigos, porque, sempre que se chateava, levantava a voz tão alto que ninguém queria brincar com ele. Vivia infeliz. Gostava de ter a voz melodiosa do pai e saber baixar o tom como a sua mãe, mas n...

O que é o amor?

Muito se escreveu sobre este tema, Muito se cantou, pintou e chorou. Mas o que é o amor? Será que é não conseguir deixar de pensar? Ficar parada a o olhar e perder o tempo a passar?   O ser humano nasce do amor E vive para o encontrar. É nele em que é feliz e, é nele que encontra a paz.   Há quem viva sem nunca o encontrar. Será porque procura o amor perfeito? Ou será, que o perfeito para si não existe?   Como o achar? Como saber se é agora, se já foi ou ainda será? Respostas, respostas, será que alguém as tem?   O amor não é uma meta de uma corrida, Não é um sinónimo de um dicionário, O amor é a estrada da vida, que, agora, neste momento, nos faz seguir.