Era uma vez um tipo, daqueles tipos, tipo porreiros, sabes? O tipo vivia numa aldeia tipo do Norte com casinhas de pedra. Todos gostavam do tipo porque ele era tipo bonzinho. Era daqueles que estava sempre bem disposto e estava sempre pronto para ajudar. Era tipo fantástico. Um dia o tipo foi passear pelos campos com o seu cão tipo pastor e encontrou uma raposa. Foi tipo, um encontro fantástico. Tirou uma foto e publicou nas redes sociais e foi tipo flash. Gostaste desta história? Vamos tentar escrevê-la de novo? Era uma vez um menino muito simpático chamado Miguel. Miguel vivia numa aldeia do Norte de Portugal, mais concretamente em Trás-os-Montes. Era uma daquelas aldeias com casas de pedra que nos levam a viajar no tempo. O menino era muito gentil e estava sempre disposto a ajudar os outros: despejava o lixo das pessoas que não podiam carregar pesos e ia às compras por quem lhe pedia ajuda. Era um menino mesmo bonzinho. Miguel tinha um cão, o Caramelo. Caramelo era...
Era agosto e estava imenso calor. Tiago tinha acabado de almoçar e ainda não podia ir para a piscina. Estava aborrecido. A sua mãe lavava a louça. O pai adormecera no sofá, ao lado da avó. O que fazer naquela aldeia transmontana? Já tinha esgotado o seu limite diário de horas de televisão e de tablet. Que seca... Deitou-se no chão do quarto, mais fresco, e ficou a olhar para o teto, desesperado. Estar sem fazer nada era horrível. O gato da avó, Fuscas, aproximou-se muito molengão. Ele também odiava o calor. Tiago chamou-o para brincar, mas ele não lhe ligou nenhuma... Continuou o seu passeio pelas zonas mais frescas da velha casa da avó. Fuscas dirigiu-se ao sótão. Tiago não gostava de zonas escuras e empoeiradas. O que haveria de interessante num monte de coisas velhas? "Deve ir aos ratos", pensou ele. Como Fuscas não regressou, Tiago decidiu ir procurá-lo. Naquele sótão havia imensas coisas antigas: roupas do avô, ferramentas, chapéus, calçado, almofadas e...