O dia acordou coberto por um manto de nevoeiro. O frio brinda o mês de Dezembro deixando a inevitável ideia, o Natal aproxima—se.
As pessoas correm nos seus afazeres, inserindo no seu tempo a preocupação das prendas e da ceia do dia 24.
Alheios a esta azáfama estão todas as pessoas que por algum motivo não podem participar, por doença ou incapacidade. Ficam no seu canto,em suas casas. O que fazem essas pessoas para preparar o Natal? Nada, pois nada podem fazer. Limitam—se a esperar que a noite mágica chegue e anseiam que os seus entes queridos se juntem à sua volta.
O tempo para estas pessoas é o tempo de per si ao contrário do tempo de quem vive a azáfama.
O Natal é um momento vivido a ritmos diferentes. Quem espera anseia, quem prepara nem tem tempo para esperar.
Há pessoas que parecem ser bafejadas por um vento fresco de sorte. Acham o primeiro amor, ao primeiro encontro, Esbarram com o emprego de sonho ao primeiro acordar, Põem um trapo qualquer e parecem fantásticas, Acordam despenteadas e lindas, Enfim, abrem a caixa e encontram o doce. Outras vivem numa luta constante, Entre amores e desamores até acharem o tal, Entre saídas e entradas de empregos e nunca é aquele, Nem toda roupa fica bem e aliás alguma torna-as umas peixeiras, Ao acordar parece que viram um bicho papão durante a noite, Enfim, abrem a caixa e encontram umas migalhas que alguém deixou e tem que ir ao supermercado procurar o doce. Chegam lá e está esgotado!:)
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