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A mostrar mensagens com a etiqueta Pensamentos

Liberdade garantida

Liberdade quem és? O que permites? Fazer o que quero, Dizer o que penso, Mostrar o que sinto. Eu faço que quero mas não tenho o que desejo, Eu digo o que penso mas ninguém me ouve? Eu mostro o que sinto mas ninguém se importa. Tenho-te mas não sou feliz, Tenho-te e exibo-te mas ninguém te vê. Posso sair à rua vestida como as fases da lua, Gritar como o sopro vento, E amar calorosamente ao sol, No entanto, vivo triste como a chuva. Insatisfeita natureza humana de não valorizar o que se tem e desejar o que não se pode ter.

Achar um objeto num armário - Processo mental e diferenciador entre sexos

-Vai ao armário e traz-me o arroz! – Diz o elemento feminino -Qual arroz? Não vejo pacote nenhum! – Responde o macho. A mulher desloca-se, chega ao pé do armário e por ato de magia encontra o pacote mesmo ali, ao pé do esparguete. -Não vi! – Constata o macho, que fica surpreendido por não ter visto algo que estava mesmo à sua frente. Porque é isto acontece? Estão neste momento a pensar as mulheres: “-Ora, porque os homens são pitosgas!” Os elementos masculinos: “-No meio daquela confusão toda quem é que encontra algo? Só quem arrumou é claro!” A culpa não é de quem arrumou nem da visão masculina. É sim culpa dos genes! Eles estão programados para “caçar” e encontrar algo objetivamente e as mulheres para recolher algo entre um emaranhado de coisas, como os seus antepassados apanhavam fruta! Assim sendo, meninas não se chateiem com eles! Ao invés disso peçam-lhe para serem eles a arrumar os armários pois são exímios em termos de visão espacial. Assim quando quiserem...

Maquiavelismo em cor-de-rosa

Hoje, vou falar de um tema sobre o qual que me questiono já alguns anos e ,que sem qualquer base científica e apenas empírica da minha experiência de vida passo a chamar: Maquiavelismo Feminino. As mulheres, principalmente umas com as outras, são mentirosas, manipuladoras, estrategas e maléficas. Vamos pensar em cada um dos pontos. Alguma mulher diz o que pensa a outra quando esta lhe pergunta se gosta da última peça de roupa que comprou? A resposta é: raramente. Sendo eu mulher, vou-lhes explicar o que se passa pela minha cabeça quando outra fêmea me pergunta isso. Se a peça é bonita desperta um bocadinho de inveja se é feia desperta a má-língua. O que dizemos sempre: -Ah é muito gira! Fica-te muito bem! E se for gira, acrescentamos: -Onde compraste? Não pensem que é para comprar outra igual, porque jamais uma mulher quer ter uma peça de roupa igual a outra com quem se pode cruzar, é apenas para ir lá ver se existe outro modelo ainda mais giro e para avaliar o nível de ...

Conversa com o meu dedo grande do pé

-Olá! Estou muito triste e resolvi fazer-te companhia. Admirar-te! Estou a ver como estás! Precisas de alguma coisa? -Se precisasse de alguma coisa queixava-me! -Ah, ok! Deixa-me ficar aqui a olhar para ti! -Agradeço mas, não tens que olhar em frente para caminhar? -Teria se eu não tivesse medo do caminho para onde me levam. -Hum! Então se tens medo porque não paras! -Não posso! Tenho que seguir! Não quero é ver o que me espera! -Então, se não podes parar e não queres ver para onde vais, adianta estares a olhar para mim? Mais cedo ou mais tarde vais ter que enfrentar o teu destino! -Sinto que vou sofrer! -Olha, se vais então mais vale olhar em frente. Faz como eu! -O que fazes? -Não é por prever que vou dar um pontapé numa pedra e não poder evitar que deixo de o fazer. Estou agarrado ao pé. Mas olha, mesmo doendo continuo cá, a caminhar sempre em frente.

A teoria do meu próprio umbigo

É verdade o umbigo do diário, aliás como quase tudo em si e à sua volta, tem vida própria e possui opinião, pelo menos na sua imaginação:). Esta parte central do meu corpo tem o péssimo hábito de achar que tudo o que acontece à sua volta é por sua causa. Digamos que possuo um umbigo com uma espécie de teoria da conspiração. Algumas pessoas possuem um umbigo egocêntrico, achando-se sempre melhor que os outros. Outros possuem um com complexo de inferioridade, escondendo-se sempre. O meu não é nada disto. Digamos que ele faz o papel do diabinho que fala à orelha quando algo acontece: -Olha que ele está-te a enganar! – Diz-me ele vezes e vezes sem conta. Isto é lixado! É que, enquanto o egocêntrico ignora o que se passa à sua volta porque se acha superior, que é mau mas o meu vive com uma “gabardina vestida e uma lupa a observar o meio ambiente, à procura de pistas sobre um atentado à sua própria existência ou aos que o rodeiam”. Que cansativo! Qualquer dia mando o CV dele para H...

A teoria de um par de botas

Duas botas viviam juntas nos pés de um velhote. O senhor nunca calçava outro tipo de calçado. O dinheiro não era muito. Certo dia a bota esquerda acordou com um buraco. O seu dono reparou no estrago mas não havia nada a fazer senão evitar as poças para não molhar os pés. As duas botas habituadas a serem totalmente iguais lá continuaram. Sempre que a esquerda andava mais devagar a da direita esperava. Cansado da situação, o dono juntou dinheiro e mandou fazer um remendo na bota estragada. Nesse dia numa caminhada, o velhote ganhou confiança e subiu pedras, saltou poças e deu pontapés em paus. A aventura foi tanta que a bota da direita, sem qualquer proteção extra ficou também com um buraco. O dono muito chateado e triste pois já não tinha mais possibilidades de mandar remendar a segunda bota voltou ao seu ritmo e limitações anteriores. Nessa noite estava muito cansado de tanta agitação e ao calor da lareira retirou as botas para apanhar calor nos pés. De repente, ouviu uma ...

Um galho para ti outro para mim, nós os macacos

Nós vivemos em sociedade e por mais que achemos que, todos podemos conviver com todos, a realidade nem sempre é assim. Imaginem uma árvore com macaquinhos. Os que estão lá em cima nem sequer costumam olhar para os que estão cá em baixo. Os dos primeiros níveis podem até tentar falar mas são logo segregados e postos no seu lugar. Os humanos também continuam a ter este instinto de macaco. Aliás os que estão no topo e por acaso dizem “bom dia” ao subir a árvore, todos os dias, a todos os outros não são levados muito a sério. Estarão neste momento a pensar que estou a ser cruel porque os humanos caracterizam-se pela humanização, logo por uma consciência e preocupação pelos outros. Será mesmo assim? O mesmo principio se verifica quando alguém sai do meio aonde está para outro, por ex: muda de emprego ou de namorado/a. Os amigos do companheiro/a ou os colegas continuam a falar-lhe? Se o macaco mudou de árvore acabam por se afastar… É só olharem para trás no tempo e pensarem quant...

O peso da primeira impressão e a ilusão da empatia

Conheces alguém pela primeira vez, nunca a tinhas visto antes e simpatizas com ela. Umas pessoas transmitem-te algo de bom e fazem-te sentir bem e outras por seu turno, com quem nem te apetece cruzar o olhar. O que raio é isto? Algumas pessoas dizem que são as primeiras palavras, outras a postura corporal, outras a maneira de vestir ou o aspeto. Seja como for, odeias ou gostas de alguém logo nos primeiros instantes sem essa pessoa fazer nada ou quase nada. Isto é lixado! Estás numa entrevista de emprego ou num bar e sem mexeres uma palha a outra pessoa manda-te logo à viola. Então e como mudar isto? Mudar o “look”, sorrir e manter uma postura de afável. Se calhar, pode ser este o segredo pelo qual algumas pessoas são amadas por todos e outras um bicho-do-mato. Se for verdade e dominares estas técnicas tens o mundo nas tuas mãos. Eu acredito que sim e na história, grandes ditadores como o Hitler possuíam estas técnicas e outras mais senão não levariam milhares de pessoas a fazer ...

Ai vem o Jejum, ou já veio?

Carnaval, em latim " carne vale " (não é uma promoção de nenhum hipermercado, nem um vale de compras), ou seja, adeus à carne antecede a Quaresma (o período até à Páscoa e não o jogador do FC Porto ), aonde, segundo a igreja católica, existiam 40 dias de jejum (não imposta pela troika, logo apenas restringido a um determinado período ). O adeus à carne é comemorado por um grande festim dedicado aos prazeres da carne (agora percebo as meninas desprovidas de roupa a dançar o samba ). O Carnaval é usado para, de certa forma, exorcizar e satirizar todos os campos da atualidade e sempre o foi ao longo do tempo. Admiro a criatividade dos organizadores dos desfiles, no entanto, depois de alguns anos a ver os carros alegóricos reparo que, no fundo no fundo, e dada a teoria de evolução humana (errar, aprender e voltar a fazer o mesmo para não esquecer ) alguns deles só precisam de um ligeiro ajuste. Após elaborar uma pesquisa no tempo (na internet), deparei-me com uma ...

Eu vou mas olhem que as vezes...:)

As regras de boa educação recomendam que os senhores deixem passar primeiro as senhoras quando ambos entram num sítio.  Eu, pessoalmente, tenho uma teoria: resquícios de uma altura em que a mulher era tratada a nível inferior, assim sendo, se é para entrar num local novo, desconhecido, que entrem elas primeiro, de qualquer forma não fazem tanta falta. Este meu raciocínio também se aplica nas subidas das escadas, em que no Dicionário de Bons Costumes, das princesas Alexandra Borghesi e Gloria von Taxis é recomendado que: «Subindo escadas, o homem segue a senhora; descendo, precede-a, de maneira a ele estar em condições de a ajudar». Ora, a subir, os senhores tem a possibilidade de observar as pernas, podendo auxiliar a senhora na queda, segurando-a nos “locais” certos, enquanto nas descidas, sempre mais fácil, vão em primeiro. Independente como acho que sou, sempre que me vejo em ambas as situações agradeço sempre que o fazem e lá vou eu em frente mas meus senhores confesso ...

Timming de estrela

Tudo na vida é uma questão de sorte! Mesmo os mais corajosos e determinados são-no porque, já à partida, tiveram sorte ao nascer. São raros os exemplos de crianças que têm o azar de vir ao mundo num país subdesenvolvido ou numa família desestruturada ou ausente que terão uma vida feliz. Quando alguém diz que tu és o resultado das tuas escolhas não está 100 % correto pois há fatores determinantes que condicionam a nossa existência logo à partida. Há ainda outro aspecto que eu chamo de: “Timming”. Chegar aos sítios na hora certa e conhecer as pessoas no minuto oportuno! Isto é válido quer para a vida pessoal quer para a profissional. Neste campo então é marcante! Se pensarmos bem e olharmos, por exemplo, para ex-colegas da escola, com a mesma formação e idade e nos questionarmos porque é que uns possuem cargos de direção e outros continuam numa vida de assalariados. Esta “altura certa” poderá ser frustrante se refletirmos muito nela. Por vezes dá a sensação que existe “alguém” a...

Sou um menino...

Um menino ia com o pai para a escola, sentado no banco de trás, a observar o que se passava lá fora e a fazer perguntas: -Pai, que melro tão livre ali a voar! Quero ser um pássaro! O pai não ligou muito ao que o filho dizia, pois estava a falar ao telemóvel de auricular com os colegas do trabalho. Entretanto, pararam noutro semáforo e um cão passou a frente do dono nas passadeiras todo airoso, a cheirar todos os cantos. -Pai, que cão tão corajoso ali a passar! Quero ser um cão! Ainda a conversar sobre assuntos sérios, o pai nem ligou. Mais uns km à frente pararam num cruzamento junto a umas casas cor-de-rosa. No parapeito de uma janela estava um gato esparramado a apanhar sol de barriga para cima. -Pai, que gato tão tranquilo ali a descansar! Quer ser um gato! O pai finalmente desligou o telefone e ficou absorvido nos seus pensamentos, até que estacionou o carro e virou-se para trás e disse: -Chegamos! Vamos embora para casa que o pai ainda tem que mandar um e-mail e...

Já iam, não?

A dor de garganta pergunta à dor de cabeça: -Já ai vens? A dor de cabeça pergunta ao espirro: -Quando vens abanar com este cérebro dorido? O espirro pergunta à tosse: -Eu vou mas a seguir vens tu! Então agora que já cá estão todos! Quando vão embora? Deixem-me em paz!

De costas viradas

Um velho chapéu-de-chuva partiu-se e foi deixado no chão, acabando por voar para um canto da rua. Estava um dia de muito vento e andava tudo pelo ar. Passados alguns momentos, arrastado por uma rajada forte juntou-se a si um gorro ainda novo, perdido por alguém. O gorro estava todo esfarrapado e já tinha um buraco. O chapéu tinha uma vareta partida. Ali estavam abandonados à espera que os funcionários da autarquia os levassem para o lixo. Contudo, havia greve e não se aguardava que houvesse recolha nos próximos dias. Passado algum tempo vira-se o chapéu-de-chuva: - De vareta partida, De vareta rachada, Num momento abrigo, Noutro momento um nada. O gorro, molhado e sujo, ao ouvir tal lamento: -De corpo rasgado, De corpo magoado, Num momento calor, Noutro momento um fardo. Ali estavam os dois a gemer. No final do dia, vira-se o gorro para o chapéu-de-chuva: -Olha lá! O que achas que nos vão fazer? -Sei lá! De vareta partida não sirvo para nada. Se pudesse...

Gestos simples

Silêncio vivia sozinho num banco do jardim, unicamente acompanhado pelos pássaros que, ocasionalmente pousavam nas árvores. Todos os dias se sentava a ver as pessoas a caminho das suas vidas enquanto esperava o seu tempo passar. As estações substituíam-se umas às outras. A Primavera coloria a relva que rodeava o seu banco, o Verão animava o parque infantil ali ao lado com vozes infantis e o Outono cobria as traves de madeira com um manto de folhas douradas. O frio tornava o Silêncio cada vez mais sozinho. As pessoas passavam a correr, os pássaros encolhiam-se nos ramos e o parque infantil era apenas animado pelo ranger do baloiço causado pelo vento. Aproximava-se o Natal. Na rua em frente foram colocadas luzes que Silêncio admirava durante a noite. Os transeuntes agora faziam maratonas de sacos na mão sem sequer olhar para o lado. Todos se preparavam para a ceia de Natal, quentinhos nas suas casas, cheios de prendas e doces. Silêncio ali estava, parado a ver tudo acontecer...

O Natal é recordar...

Um menino passava todos os dias pela casa de uma senhora idosa da sua rua e olhava para a sua janela. Gostava porque tinha luzes brilhantes, estrelas e enfeites. Aquela janela brilhava todos os dias com a incidência da luz do Sol e de noite com as luzes a piscar. Certo dia, ao jantar, o menino, intrigado pergunta à mãe: -Mãe, porque nós não temos uma árvore de Natal todos os dias? A mãe, surpresa com a pergunta diz: -João, o Natal é só uma vez por ano, em Dezembro. Ao longo do ano tens outras festas, como o Carnaval e Páscoa, lembras-te? -Sim, mas a árvore é tão bonita! -Sim é, mas só a fazemos em Dezembro, está bem? Agora vê lá se comes a sopa! Os dias passaram, as folhas das árvores começaram a cair e o frio começou a fazer encolher os ombros. Certo dia sua mãe retirou as decorações de Natal da arrecadação e começou a colocá-las. Depois de fazer a árvore, João sentou-se junto a ela e ficou ali parado a olhar durante uns momentos. -Mãe é tão bela! -É não é? Vês!...

Eu não, claro!

Chegaram os dias de Outono à floresta encantada. As primeiras chuvas humedeceram as terras. O vento sacudia os ramos, fazendo cair as folhas já secas e partir os galhos mais frágeis. Um tapete de tons dourados e avermelhados formava-se pelo chão. Era como se várias artesãs bordassem cada pedaço com todo o carinho das mãos mais experientes. Esse manto aveludado ia criando condições para o surgimento de uma variedade infindável de fungos das todas as cores e feitios. Junto ao tronco de um carvalho nasceu um cogumelo vermelho de pintas brancas de chapéu largo. Era impossível passar por ele sem se aperceber da sua existência e beleza. A sua cor viva ressaltava daqueles tons castanhos alaranjados que abundavam na floresta naquela altura do ano. À sua volta nasceram mais fungos, uns brancos, outros castanhos, outros amarelados mas nenhum atingia aquela vivacidade. O cogumelo cresceu assim, extremamente vaidoso e na sua mente o mundo girava a sua volta. O seu egocentrismo era t...

União da vida

Duas gotas caíram numa folha de uma planta. Não se conheciam mas simpatizaram logo uma com a outra. Falaram, falaram até perderem a noção do tempo. Junto ao caule da planta estava uma semente. Contudo, momento atrás de momento ia secando com o tempo, pois não tinha tido a sorte de receber água. As gotas distraídas com a conversa não tinham reparado nela. Passado algum tempo, uma das gotas parou de falar e olhou à sua volta, reparando na semente que murchava e disse: -Ela vai morrer! O que podemos fazer? -Não sei! Não tenho força suficiente para movimentar a folha e regá-la! -Ela vai morrer! -Espera! Conseguíamos se nos juntássemos. O nosso peso talvez incline a folha e nos faça cair! A outra gota, corada de vergonha: -Tenho medo de cair, de me magoar! -A água não se magoa, transforma e dá vida! A gota mais medrosa baloiçou o corpo e juntou-se à outra, sem pensar mais. O peso das duas gotas tombou a folha e juntas caíram junto à semente. Contudo, tiveram azar. Fic...

Uma questão de estrutura

Um melro apaixonado encontrou uma melra debaixo de um pinheiro, de manhãzinha, à procura de minhocas anafadas. A melra assim que encontrava uma minhoca gorda engolia-a toda de uma vez só. Timidamente aproximou-se e perguntou: -São boas? A melra com uma farta minhoca roliça no bico não conseguiu responder. O melro insistiu, tentando meter conversa: -Esta sombra mantém a terra fresca! As minhocas devem ser cheiinhas! A fêmea ainda a comer, continuava calada. O melro, já a desistir, tentou uma última vez: -És linda! Sabes? Esse tom rosa da minhoca gordalhufa fica bem com os teus belos olhos castanhos! A melra, espantada com os galanteios, ia-se engasgando e cuspiu a minhoca. A minhoca já no chão gritou: -Eu não sou gorda! Tenho uma estrutura forte! Os dois melros riram-se do comentário e repartiram a minhoca. Após o repasto, o melro disse: -Sentiste a estrutura? -Sim! Ia-me engasgando com os ossos! Ah! Ah! P.S.: Poderás mudar a tua aparência mas nunca...

Quem a casca rejeita a comida despeita!

Chegou o dia da formiga Bebé sair pela primeira vez do buraco para procurar comida. A sua mãe disse-lhe o que poderia trazer: ervas, pedaços de frutos, etc. Era um momento muito especial na vida de uma formiguinha. Havia uma enorme espectativa e até alguma rivalidade entre os pequenos insetos e seus familiares. O objetivo era trazer o pedaço de comida maior. O grande orgulho da espécie tinha que ser preservado e mantido: a força e velocidade. Assim foi. Todos saíram ao mesmo tempo. Eram todas muito rápidas e cada uma foi para seu lado.  A formiguinha Bebé andou, andou e andou até que encontrou meia casca grande de noz. Ficou radiosa. Era mesmo aquilo. Não se podia considerar comida mas que dava um grande armazém, dava. Não viu ninguém. Subiu a noz, escorregou lá para dentro, olhou em volta e não via mais nada: só casca. Tentava subir mas não conseguia porque as paredes estavam húmidas do orvalho. Pensou. Tenho que conseguir. Os meus pais vão ficar orgulhosos. Resolveu ch...