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O futuro do diário

Foto: net
Brinco no Terreiro do Paço com uma amiga, à apanhada, algures no futuro. Não há mais ninguém nas redondezas. Contornamos todos os pilares e escondemo-nos nos recantos do quarteirão.
Tento correr mas sinto um dos meus pés preso ao chão. Penso que, seja um dos poderes que recentemente todos temos adquirido. Consigo atrair as coisas a mim apenas pelo pensamento. É uma dádiva que ainda não consigo controlar e por vezes prende-me ao andar. Creio que o cérebro, ao comandar os meus pés para andar e pressionar a terra, prende-me os movimentos.
Entretanto, consigo libertar-me e sinto uma sombra enorme. Olho para o céu:
- Nunca tinha visto uma nave cor-de-rosa!
Estamos a ser atacadas e corremos para um barco asilo que se encontra atracado no Tejo. Conseguimos e assistimos á destruição da baixa e ataque ao barco. Pela janela vemos os submarinos da Marinha a proteger-nos.
O barco desagua algures no Norte do país e os sobreviventes são transbordados para um autocarro que segue para uma montanha de difícil acesso. Ao subir alguns olhos nos vigiam: seres brancos, tipo ouriços gigantes com olhos azuis. Tinham um ar simpático e senti-me segura.
No topo seres peludos, semelhante a urso falantes nos aguardavam. Um deles aproxima-se de mim, com uma expressão desconfiada e pergunta-me quem sou. Parecia ser o chefe. Após dizer o meu nome, outro lá detrás, responde:
- Ahhh, é a autora do Diário de um Anjo. Por isso é que não há posts recentes. Somos seus fãs e senti-mos muito a vossa falta.
O chefe sorri:
- Entra, és muito bem vinda.

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