Avançar para o conteúdo principal

Tudo meu

Foto: net
Trix era um corvo muito atrevido e adorava cobiçar os brinquedos dos outros. Era mais forte do que ele. Todos os dias chateava os pais por mais um. Esta ambição não lhe dava muitos amigos mas isso não o importava.

No ninho, quase já não havia espaço para dormir. Seus pais já dormitavam durante a noite nos ramos. O único espaço disponível era para o aconchego de Trix e da enorme quantidade de carros, bonecos e afins.

Num dia de Outono, levantou-se um vento forte, muito forte, quando Trix estava na escola e quando chegou à sua árvore, encontrou seus pais muito tristes a olhar para o ninho desfeito no chão.

Trix nunca pensou que isso pudesse acontecer, pediu desculpa aos pais e ofereceu-se para reconstruir um novo lar. Fez uma selecção dos brinquedos que sobreviveram à queda e de todos apenas dois foram para o ninho, todos os outros levou para a escola e deu aos outros animais que tinham menos possibilidades.

Ganhou novos amigos. Os brinquedos passaram a ser partilhados entre todos à hora do recreio e mesmo os mais velhos, ganharam nova vida.

Comentários

Joana disse…
gosto das tuas mini histórias! :)
Sofá Amarelo disse…
Partilhar é a melhor coisa da Vida!

Mensagens populares deste blogue

Onde está o Norte que eu perdi o Sul?

Vento!!!!Vento!!!! Tu que és forte, viajado no tempo. Por todas as terras passaste, muitas vidas cruzaste, e sem querer mudaste. Diz-me! Onde está o Norte? Perdi-me! O Sul, deixei, algures por onde passei. Responde-me! Se do Sul nada sei, como o Norte acharei?

Auto-estima nacional...

Ontem fui ver o mais recente filme português: "Os Mistérios da Estrada de Sintra". Fiquei triste como as pessoas tem um preconceito com tudo o que é nacional. Lá está, quando se tem uma ideia pré-concebida negativa vai-se à procura dos defeitos e não das virtudes. No final, lá se vê os comentários: " para filme português está acima da média" e "gostei". Eu, no entanto, vos digo, se fosse um realizador americano a fazer o filme, a cobertura mediática e a adesão dos portugueses seria em massa. Desculpem, mas acho rídiculo este preconceito nacional de que o que é feito lá fora é que é bom. Se fosse só apenas a nível das artes, não, é a todos os níveis. Os portugueses vão ao supermercado e a maioria das aquisições são importadas quando há produtos portugueses tão ou melhores. A falta de auto-estima nacional é tanta, que algumas marcas de roupa portuguesas, como a Saccor, por exemplo, só conseguem vingar com uma marca que indicie "algo estrangeiro". P...