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Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2026

A história de Miguel e Caramelo

  Era uma vez um tipo, daqueles tipos, tipo porreiros, sabes? O tipo vivia numa aldeia tipo do Norte com casinhas de pedra. Todos gostavam do tipo porque ele era tipo bonzinho. Era daqueles que estava sempre bem disposto e estava sempre pronto para ajudar. Era tipo fantástico. Um dia o tipo foi passear pelos campos com o seu cão tipo pastor e encontrou uma raposa. Foi tipo, um encontro fantástico. Tirou uma foto e publicou nas redes sociais e foi tipo flash. Gostaste desta história? Vamos tentar escrevê-la de novo? Era uma vez um menino muito simpático chamado Miguel. Miguel vivia numa aldeia do Norte de Portugal, mais concretamente em Trás-os-Montes. Era uma daquelas aldeias com casas de pedra que nos levam a viajar no tempo. O menino era muito gentil e estava sempre disposto a ajudar os outros: despejava o lixo das pessoas que não podiam carregar pesos e ia às compras por quem lhe pedia ajuda. Era um menino mesmo bonzinho. Miguel tinha um cão, o Caramelo. Caramelo era...

As aventuras de Tiago

  Era agosto e estava imenso calor. Tiago tinha acabado de almoçar e ainda não podia ir para a piscina. Estava aborrecido. A sua mãe lavava a louça. O pai adormecera no sofá, ao lado da avó. O que fazer naquela aldeia transmontana? Já tinha esgotado o seu limite diário de horas de televisão e de tablet. Que seca... Deitou-se no chão do quarto, mais fresco, e ficou a olhar para o teto, desesperado. Estar sem fazer nada era horrível. O gato da avó, Fuscas, aproximou-se muito molengão. Ele também odiava o calor. Tiago chamou-o para brincar, mas ele não lhe ligou nenhuma... Continuou o seu passeio pelas zonas mais frescas da velha casa da avó. Fuscas dirigiu-se ao sótão. Tiago não gostava de zonas escuras e empoeiradas. O que haveria de interessante num monte de coisas velhas? "Deve ir aos ratos", pensou ele. Como Fuscas não regressou, Tiago decidiu ir procurá-lo. Naquele sótão havia imensas coisas antigas: roupas do avô, ferramentas, chapéus, calçado, almofadas e...

Era uma vez o "Era uma vez"

Imagem: Made IA Copilot   Era uma vez o "Era uma vez", velhinho e cansado, que vivia numa aldeia portuguesa pequenina, igual a tantas outras, onde o tempo passava devagar e o ócio incentivava a criação de histórias e boatos alheios. O Era uma vez estava cansado de começar histórias, contos e aventuras. Participara em milhares e, agora, já idoso, decidira reformar-se. Sim, reformar-se. Os autores e escritores estavam preocupadíssimos. Então, como iriam começar as suas histórias? Quem escreve sabe perfeitamente a sensação de se sentar para escrever sem ideia nenhuma e começar o texto com "Era uma vez". A partir daí, a mente começava a criar um fio condutor. O "Era uma vez" era o café da adrenalina da escrita. Os autores e escritores tentaram dissuadi-lo de todas as maneiras, mas o "Era uma vez" não mudou de ideias. Nessa aldeia, como em muitas do nosso país, apenas havia uma criança. Uma menina pequenina que ainda não sabia ler, mas adorava que os ...