Avançar para o conteúdo principal

A crise da burguesia decadente

Pessimismo recheado de alertas,
De noticias desanimadoras sempre pintadas de escuro,
É uma crise já suficientemente dura para ser espicaçada.
Compreendo que é necessário informar e que as pessoas têm que se precaver do que para ai vêm e ponderar se a vida que levam é mesmo aquela que podem.
Cansa-me ver as notícias e ler os jornais! A troca de acusações políticas e as falências de empresas. Não há boas novas apenas histórias que se confirmam, se retorcem e se desmentem. Hoje quem não acompanha a informação perde-se. Os jornalistas parecem residentes de uma aldeia do interior em que o ditado: “Quem conta um conto acrescenta um ponto”, domina as novidades.
Ontem, numa caminhada no parque, passei várias vezes por uns idosos sentados num banco do jardim, que se queixavam do que virá mas sem certezas do que será porque ninguém sabe. Todos especulam. A frase: “Isto vai ficar pior”, domina as conversas.
O povo português é pessimista por natureza e pior gosta de o ser senão os jornalistas não se aproveitavam disso.
Penso que é preciso ter calma. Serão necessários sacrifícios mas não vamos entrar em guerra. Vamos é ter que fazer ginástica orçamental. Será difícil para quem tem pouco mas confesso que conheço muito boa gente que se habituou a viver acima das posses numa burguesia decadente.

Comentários

Eva Gonçalves disse…
E o que é curioso... é que esses que até ganham bem... pensam que ainda são classe média... e continuam a se queixar!!

Mensagens populares deste blogue

Onde está o Norte que eu perdi o Sul?

Vento!!!!Vento!!!! Tu que és forte, viajado no tempo. Por todas as terras passaste, muitas vidas cruzaste, e sem querer mudaste. Diz-me! Onde está o Norte? Perdi-me! O Sul, deixei, algures por onde passei. Responde-me! Se do Sul nada sei, como o Norte acharei?

A vida é feita de pequenos voos

Uma folha de um castanheiro adorava embalar-se ao sabor do vento frio que vinha das montanhas. Vivia no mesmo galho com o seu irmão ouriço. -Uiii! Virada para a direita, virada para a esquerda! – Repetia a folha. -Adorava voar! Ao seu lado, a castanha dentro do ouriço tremia cada vez que era obrigada a sair do sítio. Tinha medo de alturas e estava agarrada à sua casca protetora cheia de picos. -Ai que medo! -Tens medo do quê? -De cair e magoar-me! -Vives numa casa protegida! Eu é que se cair não terei quem me salve! -Então porque querias voar? -Gosto da aventura e de me sentir livre. -Podes te magoar! Não tens receio? -Tenho, mas mesmo assim gostaria de saber como é! -És doida! Certo dia, veio uma enorme tempestade e o galho aonde estava a folha e o ouriço caíram no chão. O impacto foi tão grande que a castanha ficou com a sua casca protetora aberta. A folha sorria de contente pois tinha caído num manto formado por outras já caídas. -Foi fantástico, mana! ...