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Um só...

Recordações de quem foi, ligações desfeitas pelo acaso ou infortúnio.
Que imagens ficam?
Que rostos memorizados?
Um beijo, um olhar, um adeus, um sorriso?
Sim, mas um só rosto. Só uma expressão facial.
E as marcas do tempo? Rosto de novo ou traços de vivências?
Isso interessa? Não. O que fica são os sentimentos.
O rosto é sempre igual. O daquele momento, daquele espaço de tempo que nos deixou a marca, o selo.
Recordar o passado é reviver os sentimentos, folhear os momentos, recolocar os peões mascarados com um só rosto em pedaços de histórias nem sempre iguais, alteradas pela memória e pintadas pela imaginação.

Participação tema de Abril Fábrica das letras: Rostos

Comentários

Eva Gonçalves disse…
Gostei deste teu registo para a fábrica! :) Beijo
Obrigado Eva
mz disse…
Não só concordo como também tenho guardadas imagens bem específicas [independentemente do tempo já decorrido ou do género de relação] de quem ficou para trás...
Teresa Diniz disse…
Gostei do texto. As nossas recordações, sejam rostos ou qualquer outra coisa, são sempre pintadas pela imaginação. Se calhar, ainda bem!
Mz, a nossa memória é um arquivo e eu acho que essas imagens são o rosto do catálogo
Obrigado Teresa, tens razão a imaginação dá cor ao passado

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