Avançar para o conteúdo principal

Com muito orgulho

Povo de coração ardente,
Vezes sem conta atacado,
De lado olhado,
O que te faz levantar?
Olhos castanhos e alma quente.

Jogo de cintura alado,
Sem cavalo, nem nau,
As tempestades são fado,
E a luta, sempre, com mãos, lágrimas e até um pau.

Povo português, de todos freguês,
Por todos magoado, a todos subjugado,
Interesse em bolsos colocado,
E tu freguês, paga sempre, belo português.

Não, não somos incultos,
Não somos preguiçosos,
Somos lutadores ambiciosos,
De resistências a insultos.

Não temos só praia,
Nem mulheres de buço,
Nem homens de gorro,
Temos homens feios, mulheres bonitas,
Senhoras simples e homens belos,
Como tu e tu e aquele ali em qualquer espaço.

Não somos menos nem mais que louros, ruivos, morenos, falando noutra língua ou mesmo na nossa de outra forma.
Somos portugueses, fregueses da nossa própria sina sobreviventes da nossa própria coragem.




Comentários

Mensagens populares deste blogue

Onde está o Norte que eu perdi o Sul?

Vento!!!!Vento!!!! Tu que és forte, viajado no tempo. Por todas as terras passaste, muitas vidas cruzaste, e sem querer mudaste. Diz-me! Onde está o Norte? Perdi-me! O Sul, deixei, algures por onde passei. Responde-me! Se do Sul nada sei, como o Norte acharei?

A vida é feita de pequenos voos

Uma folha de um castanheiro adorava embalar-se ao sabor do vento frio que vinha das montanhas. Vivia no mesmo galho com o seu irmão ouriço. -Uiii! Virada para a direita, virada para a esquerda! – Repetia a folha. -Adorava voar! Ao seu lado, a castanha dentro do ouriço tremia cada vez que era obrigada a sair do sítio. Tinha medo de alturas e estava agarrada à sua casca protetora cheia de picos. -Ai que medo! -Tens medo do quê? -De cair e magoar-me! -Vives numa casa protegida! Eu é que se cair não terei quem me salve! -Então porque querias voar? -Gosto da aventura e de me sentir livre. -Podes te magoar! Não tens receio? -Tenho, mas mesmo assim gostaria de saber como é! -És doida! Certo dia, veio uma enorme tempestade e o galho aonde estava a folha e o ouriço caíram no chão. O impacto foi tão grande que a castanha ficou com a sua casca protetora aberta. A folha sorria de contente pois tinha caído num manto formado por outras já caídas. -Foi fantástico, mana! ...