Avançar para o conteúdo principal

Um galho para ti outro para mim, nós os macacos

Nós vivemos em sociedade e por mais que achemos que, todos podemos conviver com todos, a realidade nem sempre é assim.
Imaginem uma árvore com macaquinhos. Os que estão lá em cima nem sequer costumam olhar para os que estão cá em baixo. Os dos primeiros níveis podem até tentar falar mas são logo segregados e postos no seu lugar.
Os humanos também continuam a ter este instinto de macaco. Aliás os que estão no topo e por acaso dizem “bom dia” ao subir a árvore, todos os dias, a todos os outros não são levados muito a sério.
Estarão neste momento a pensar que estou a ser cruel porque os humanos caracterizam-se pela humanização, logo por uma consciência e preocupação pelos outros. Será mesmo assim?
O mesmo principio se verifica quando alguém sai do meio aonde está para outro, por ex: muda de emprego ou de namorado/a. Os amigos do companheiro/a ou os colegas continuam a falar-lhe? Se o macaco mudou de árvore acabam por se afastar…

É só olharem para trás no tempo e pensarem quantas árvores já fizeram parte, quantas vezes mudaram e já agora se falam com todos os macaquinhos dos galhos inferiores…

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Onde está o Norte que eu perdi o Sul?

Vento!!!!Vento!!!! Tu que és forte, viajado no tempo. Por todas as terras passaste, muitas vidas cruzaste, e sem querer mudaste. Diz-me! Onde está o Norte? Perdi-me! O Sul, deixei, algures por onde passei. Responde-me! Se do Sul nada sei, como o Norte acharei?

Auto-estima nacional...

Ontem fui ver o mais recente filme português: "Os Mistérios da Estrada de Sintra". Fiquei triste como as pessoas tem um preconceito com tudo o que é nacional. Lá está, quando se tem uma ideia pré-concebida negativa vai-se à procura dos defeitos e não das virtudes. No final, lá se vê os comentários: " para filme português está acima da média" e "gostei". Eu, no entanto, vos digo, se fosse um realizador americano a fazer o filme, a cobertura mediática e a adesão dos portugueses seria em massa. Desculpem, mas acho rídiculo este preconceito nacional de que o que é feito lá fora é que é bom. Se fosse só apenas a nível das artes, não, é a todos os níveis. Os portugueses vão ao supermercado e a maioria das aquisições são importadas quando há produtos portugueses tão ou melhores. A falta de auto-estima nacional é tanta, que algumas marcas de roupa portuguesas, como a Saccor, por exemplo, só conseguem vingar com uma marca que indicie "algo estrangeiro". P...