Avançar para o conteúdo principal

Tó Tuga, levantamento de tempos

Tó Tuga vinha a correr pelas escadas do metro todo equipado, com os seus calções do seu clube, t-shirt da seleção e com um cronómetro na mão.
A saída do metro de sua casa era junto à oficina de Miguel Roscas que ao vê-lo naquele preparo levanta a voz e chama-o:
-Oh Tó! Agora andas nas corridas? Deixas-te de fazer levantamento de “bejecas”?
-Nope! Passei o dia a andar de metro!
-Ah! Ah! Isso é que é exercício! Levanta e senta nas estações e nos bancos das carruagens! Só Tu! 
-Quem te disse a ti que ando a fazer exercício?
-Oh pá! Estás ai todo equipado de aparelho para contar os minutos na mão e tudo. Estás a gozar comigo?
-Não meu! Estou a cronometrar quanto tempo eu demoro no metro à espera. Só num dia encontrei 2 falhas de eletricidade, 1 avaria técnica e reduções de velocidade por causa da ausência de travões de emergência. 
-E então? Para que fazes isso?
-Olha para calcular quanto tempo de vida, os portugueses passam à espera nos transportes públicos!
-Ui! Tiveste sorte que hoje não houve greve!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Onde está o Norte que eu perdi o Sul?

Vento!!!!Vento!!!! Tu que és forte, viajado no tempo. Por todas as terras passaste, muitas vidas cruzaste, e sem querer mudaste. Diz-me! Onde está o Norte? Perdi-me! O Sul, deixei, algures por onde passei. Responde-me! Se do Sul nada sei, como o Norte acharei?

Auto-estima nacional...

Ontem fui ver o mais recente filme português: "Os Mistérios da Estrada de Sintra". Fiquei triste como as pessoas tem um preconceito com tudo o que é nacional. Lá está, quando se tem uma ideia pré-concebida negativa vai-se à procura dos defeitos e não das virtudes. No final, lá se vê os comentários: " para filme português está acima da média" e "gostei". Eu, no entanto, vos digo, se fosse um realizador americano a fazer o filme, a cobertura mediática e a adesão dos portugueses seria em massa. Desculpem, mas acho rídiculo este preconceito nacional de que o que é feito lá fora é que é bom. Se fosse só apenas a nível das artes, não, é a todos os níveis. Os portugueses vão ao supermercado e a maioria das aquisições são importadas quando há produtos portugueses tão ou melhores. A falta de auto-estima nacional é tanta, que algumas marcas de roupa portuguesas, como a Saccor, por exemplo, só conseguem vingar com uma marca que indicie "algo estrangeiro". P...