O que é que nos faz querer estar onde não estamos?
A desejo do estar ou o desejo do não estar?
Eu acho que é por não conseguirmos ver realmente onde estamos nem onde não estamos que nos faz querer mais. Não porque esse mais seja melhor mas, visto daqui parece que sim. É assim, nesta necessidade constante de estar onde não se está que se vive até ao dia onde se desejava estar onde se esteve porque, nessa altura, o que se vê daí é um fim que nunca se pensou existir.
Há pessoas que parecem ser bafejadas por um vento fresco de sorte. Acham o primeiro amor, ao primeiro encontro, Esbarram com o emprego de sonho ao primeiro acordar, Põem um trapo qualquer e parecem fantásticas, Acordam despenteadas e lindas, Enfim, abrem a caixa e encontram o doce. Outras vivem numa luta constante, Entre amores e desamores até acharem o tal, Entre saídas e entradas de empregos e nunca é aquele, Nem toda roupa fica bem e aliás alguma torna-as umas peixeiras, Ao acordar parece que viram um bicho papão durante a noite, Enfim, abrem a caixa e encontram umas migalhas que alguém deixou e tem que ir ao supermercado procurar o doce. Chegam lá e está esgotado!:)
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