Um burro ia sempre para junto do muro sempre que um velho passava. O idoso nunca lhe ligava nenhuma.
O asno estava preso ao pedaço de terra rodeado por um muro de pedras e o velhote passava ali porque tinha que passar que ir à Horta. Ia lá todos os dias nem que fosse juntar umas folhas caídas na noite anterior. Era uma forma de ocupar os seus dias.
Certo dia o velho passou lá e o burrico não apareceu. Estava deitado à sombra cabisbaixo. O idoso achou estranho e aproximou—se do muro. O burro olhou para ele mas não se mexeu.
O velhote lá foi à horta e regressou.Passou pelo muro e o burrico não se tinha mexido. Intrigado, deu por si a perguntar:
—Estás doente?
—Não. Respondeu o asno.
—Então porque não me vieste ver?
—Oh, porque todos estes anos te fui visitar e tu nunca percebeste o que eu queria.
— Não vinhas ao muro para me ver?
—Sim e tu algum dia o fizeste?
O idoso percebeu que por mais inocente uma amizade seja ela não é burra o suficiente para apenas viver sozinha.
Ao longo destes nove meses, foste a minha companheira inseparável! Foi uma oferta de uma amiga minha, num fim-de-semana: -Vamos trocar pulseirinhas?-disse ela. - Claro, mas a minha tem que ser laranja, que é a minha cor preferida. - Tens que pedir 3 desejos! -Hummm, ok... O tempo passou e cá estou eu. Hoje, ia eu no meu Bolinhas (viatura:-)) e ops...É agora, é agora!!!!:-)))) Não vos vou poder divulgar os desejos nem se eles se concretizaram mas, acho que, uma companhia tão fiel, durante tanto tempo, merecia esta homenagem:-))) PS.: Já agora, alguém sabe o que se devo fazer aos "restos mortais" da minha companheira?:-)))
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