Um burro ia sempre para junto do muro sempre que um velho passava. O idoso nunca lhe ligava nenhuma.
O asno estava preso ao pedaço de terra rodeado por um muro de pedras e o velhote passava ali porque tinha que passar que ir à Horta. Ia lá todos os dias nem que fosse juntar umas folhas caídas na noite anterior. Era uma forma de ocupar os seus dias.
Certo dia o velho passou lá e o burrico não apareceu. Estava deitado à sombra cabisbaixo. O idoso achou estranho e aproximou—se do muro. O burro olhou para ele mas não se mexeu.
O velhote lá foi à horta e regressou.Passou pelo muro e o burrico não se tinha mexido. Intrigado, deu por si a perguntar:
—Estás doente?
—Não. Respondeu o asno.
—Então porque não me vieste ver?
—Oh, porque todos estes anos te fui visitar e tu nunca percebeste o que eu queria.
— Não vinhas ao muro para me ver?
—Sim e tu algum dia o fizeste?
O idoso percebeu que por mais inocente uma amizade seja ela não é burra o suficiente para apenas viver sozinha.
Há pessoas que parecem ser bafejadas por um vento fresco de sorte. Acham o primeiro amor, ao primeiro encontro, Esbarram com o emprego de sonho ao primeiro acordar, Põem um trapo qualquer e parecem fantásticas, Acordam despenteadas e lindas, Enfim, abrem a caixa e encontram o doce. Outras vivem numa luta constante, Entre amores e desamores até acharem o tal, Entre saídas e entradas de empregos e nunca é aquele, Nem toda roupa fica bem e aliás alguma torna-as umas peixeiras, Ao acordar parece que viram um bicho papão durante a noite, Enfim, abrem a caixa e encontram umas migalhas que alguém deixou e tem que ir ao supermercado procurar o doce. Chegam lá e está esgotado!:)
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