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"Estranho em mim"


Passeio pela ruas,

nas estradas de ninguém,

que um dia foram tuas,

procuro alguém.


Caminho por ai,

na frieza do escuro,

olhando os espaços de ti,

perdidos pelo mouro.


Observo as vidas,

sem nada e tudo ligadas,

um dia partidas,

noutro geradas.


Olho o olhar,

os traços e trapos de prazer,

que muito querem mostrar,

mas nada podem dizer.


Ouço os passos,

acelarados e devagar,

conjugação de rastos,

que não ousam parar.


Procuro-te na multidão,

entre o outro e aquele,

numa voz, num cheiro, numa mão,

partiste ficando na minha pele.


Inspirado no filme: "Estranho em mim"



Comentários

Observava-se um traço rasgado no tempo que apaga ténuamente um rasto de quem não ousa parar..
Bjs Zita
Dakini disse…
Não vi o filme... parece triste pelo poema... *****

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