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Uma agulha no meu palheiro

O que sinto?
Onde está a voz?

As palavras que o descrevem,
Os sinónimos que alguém batizou.

Onde está o alguém?
Se nome deu, o viveu e sentiu.

Não vem?
Não sabem?

Se calhar não existiu,
Ou milhões houve,
Com vários sentires.

Dar nome a algo,
Fácil não é, mas possível.

Descrever algo dentro de um turbilhão,
Sinónimos podem existir,
força não há para os identificar.

O que faço, se não sei o que sinto?

Nada.

Isso mesmo, nada!

Sentir, esperar que o tempo mostre,
Apague ou deixe fugir.

Se a razão não sabe o que é,
Vive-se, sente-se e aguarda-se.

Comentários

Unknown disse…
LINDO :)
Eva Gonçalves disse…
Imaginei-te a declamar num palco... forte... beijo

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