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Mensagens

Chuva de letras

Certo dia o João acordou, olhou pela janela e não queria acreditar. As ruas estavam cobertas por um granizo estranho. Não eram pedras nem pedrinhas mas sim letras. Imensas letras maiúsculas e minúsculas umas em cima das outras. Correu para o quarto dos pais: -Mãe, pai, estão a cair letras do céu! Os pais, ainda meio a dormir, acharam que João tinha estado a sonhar. -João meu querido! Estiveste a sonhar! – disse a mãe. -Não mãe! Juro! Vai à janela. A mãe para terminar o assunto, abriu os estores e ficou abismada. Afinal o filho tinha razão. Correu para agarrar o telemóvel e fotografar a paisagem, mas a definição da câmara não permita distinguir o que era. Via-se apenas um manto branco. Desceu as escadas com a câmara ligada, mas quando abriu a porta as letras haviam derretido. O pai lá se levantou para ver o que se passava e já não viu nada. -Vocês ainda estavam a dormir! As letras não caem do céu! Prosseguiram com as rotinas matinais e saíram de casa. Hoje era o di...

O amanhã do relógio

 Era uma vez uma lagartixa pequenina, que tinha acabado de aprender as horas. Tinha sido muito difícil, mas lá ia acertando nas horas e nos minutos. -Mãe, já sei as horas! Já sei as horas! – cantava a lagartixa. A mãe mais preocupada em arranjar pequenos insetos para comer achava que aquela vontade da filha em saber as horas completamente desnecessária. -Mãe, sabes o que é o amanhã? A mãe lagartixa, já habituada a estas perguntas lá respondia. -Quando o sol dormir e acordar outra vez! -Mas mãe, são duas voltas, são duas voltas! A mãe nem queria saber, só pensava no que iria caçar para jantar. Corria de um lado para o outro. -Vai ver se caças umas moscas que o dia passa mais depressa! A pequena lagartixa não percebia. O tempo era o tempo e um dia na cabeça dela ,agora, eram duas voltas ao relógio. Enquanto jantavam, no canto do teto do sótão onde viviam, perguntou, mais uma vez, a lagartixa: -Mãe? Quantas voltas do relógio vais viver? A mãe sempre, a pensar n...

Cartas de amor

Cartas de amor são para quem as sente e não  as lê. Quem lê sem sentir imagina sem abrir, O que fará bater aquele coração, Agitar aquele mundo sem o partir. Cartas de amor não se escrevem, Fazem-se as palavras sentir, O que faz sem sentido e perdão,  Girar aquela vida e sorrir. Cartas de amor são para quem sem sentido ama, Onde a razão não quis ir, O que fez o caminho lição, Correr para sempre até um dia em paz dormir.

Quim, o pato desastrado

  Era uma vez um patinho chamado Quim que gostava muito de brincar e de aprender coisas novas. -Quim, tens de te vestir e calçar sozinho! - Repetia a sua mãe todos os dias. O patinho lá ia fazendo ao seu ritmo, mas custava-lhe algumas coisas: apertar os sapatos era difícil, pentear uma complicação e vestir um casaco um drama. Certo dia chegou à escola e foi para o recreio brincar com Tim, o galo.   -O que te aconteceu Quim, tens os sapatos trocados. Não sabes calçar-te! O patinho nem tinha reparado e ficou triste. Sentou-se no chão, descalçou-se e voltou-se a calçar. Não muito feliz com o comentário de Tim decidiu procurar a sua amiga Leia, a coruja, que, assim que viu desatou-se a rir: -Ah! Ah! Ah! -O que foi? – Perguntou Quim. -Estás todo despenteado. O Quim não se sabe pentear! Ah! Ah! O patinho enroscou a cabeça nas asas para alisar as penas e seguiu caminho. Entretanto a Educadora   Mia,a galinha chamou os pequenos animais para junto de si. Qu...

Oli, o ouriço que só queria brincar

 Era uma vez um pequeno ouriço chamado Oli que vivia num bosque com a sua família. O Oli tinha vários amigos com quem gostava de brincar às escondidas nos buracos dos troncos e nas tocas dos coelhos. O seu petisco preferido eram as lagartas dos troncos velhos. Como todos animais pequeninos ainda estava a aprender a descobrir o mundo que o rodeia e acima de tudo ainda andava a tentar perceber o que as vezes sentia. Certo dia, acordou e estava muita chuva e frio. Perguntou à sua mãe se podia ir brincar às escondidas com os seus amigos mas, a mãe não o deixou. -Está muito frio meu amor! Vais ficar doente! -Mas eu quero ir, quero muito! -Não podes! O pequeno ouriço sentiu-se tão triste e tão chateado que explodiu de raiva: -Tu és má mãe! Nunca me deixas fazer o que eu quero! -Oli! Sabes bem que não é verdade! -É sim! Já não gosto de ti! A mãe ouriço sentiu que lhe estavam a espetar picos no coração ao ouvir aquilo mesmo sabendo que no fundo era apenas um acesso ...

Halloween das princesas

  Era uma vez uma princesa de cabelos negros e pele branca que se chamava Branca de Neve. Um dia resolveu convidar as suas amigas princesas para um chá na casa onde vivia, a dos sete anões. Sentia-se sozinha quando eles iam para as minas e o tempo fresco de Outono convidava a estas coisas. Convidou a Cinderela, a Bela Adormecida e a Rapunzel para virem a sua casa às 5h da tarde. Assim que os anões saíram, a Branca de Neve fechou-se na cozinha a preparar o lanche. Fez pão fresquinho, bolos e bolachas. A primeira a chegar foi a Cinderela, que chegou toda despenteada e cansada: -Olá, amiga! -Que se passa Cinderella? Vieste a pé? A carruagem?   -Oh, querida! Nem me fales. Não consegui arranjar nenhuma abóbora para a fada transformar em carruagem. Estavam todas cortadas para o Halloween. Vim a pé. A segunda a aparecer foi a Rapunzel que chegou com a trança cheia de folhas. -Olá, Branca de Neve! -Mudaste de penteado Rapunzel? -Nada disso! Como a bruxa tem andado ...

O pequeno Duende e o azevinho de Natal

No meio de um bosque húmido, num pequeno buraco, junto a um cogumelo vermelho vivia uma família de duendes. Estava a aproximar-se o Natal e o pai Duende preparava-se para partir à procura do azevinho de Natal. Os duendes não decoram árvores de Natal. Recolhem com cuidado azevinhos na floresta e plantam-nos em vasos, durante alguns dias, em casa. Depois do Natal devolvem-no à natureza. -Pai, posso ir contigo? - Perguntou o filhote Duende. -Não! Isto é um passeio demorado e muito perigoso. A floresta está cheia de perigos e animais ferozes. -Mas, eu quero! Já sou crescido! -Não podes! Não irias aguentar a caminhada! -Mas, eu quero! - Retorquiu o filhote, já em pranto e com uma grande birra! O pai, cansado, lá cedeu e os dois partiram. Passados alguns minutos o pequeno Duende começou a perguntar?  - Já está? Onde há azevinhos? Estou cansado! -Ainda não achei! Eu avisei que a caminhada seria longa - E lá continuaram. Cansado, o pequeno Duende começou a trocar os pés e a ficar desatento...